Mulheres com medida protetiva têm escolta para votar em cidades de MT
Projeto experimental do TRE-MT atende vítimas de violência doméstica em Pontes e Lacerda, Cotriguaçu e Juruena.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso implementou o projeto Presença Segura para garantir a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica durante as eleições em Mato Grosso. A iniciativa experimental foi adotada em três municípios do estado: Pontes e Lacerda, Cotriguaçu e Juruena.
Ao menos cinco eleitoras solicitaram o serviço, sendo quatro delas na cidade de Juruena. O objetivo da medida é evitar que as vítimas tenham contato com agressores que conheçam ou frequentem o mesmo local de votação.
O fluxo de atendimento prevê que a eleitora seja informada pela Zona Eleitoral sobre o horário sugerido e o responsável pela recepção. No prédio, a mulher será acompanhada por uma guarnição policial e, após votar, receberá escolta até o transporte e no trajeto de retorno para casa.
O desembargador Marcos Machado, corregedor regional eleitoral, afirmou que a ação busca assegurar que mulheres sob grave ameaça exerçam o direito ao voto com tranquilidade e não se abstenham de participar do processo eleitoral.
A estratégia foi inspirada em ações do TRE de Santa Catarina, que utiliza a Transferência Temporária de Eleitores para mudar o local de votação de vítimas de violência.
Dados do Instituto Caliandra indicam que existem 13.188 medidas protetivas vigentes no estado. Já o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública registrou 54 casos de feminicídio em Mato Grosso no ano de 2025.
Mais notícias de Pontes e Lacerda ›
Mais notícias de Mato Grosso
- Vereadores aprovam remanejamento de quase R$ 16 milhões no orçamento de Sinop
- Saiba quem são os candidatos que tiveram apenas 5 votos em MT
- Ilde aposta em ampla maioria e promete “construir pontes” na Câmara
- Câmara de Cuiabá elege nova Mesa Diretora hoje; Ilde chega favorito à Presidência
- Medeiros prega humildade e quer buscar votos do centrão: pacificar o Brasil
- Sinop: projeto regulamenta escritórios compartilhados e virtuais com cobrança de ISSQN