Vereador de Cuiabá nega negociações em evento de Várzea Grande, MT
Ilde Taques foi alvo de busca e apreensão da Operação Cathedra Venalis, do Gaeco, que investiga a eleição da Mesa Diretora.

O vereador de Cuiabá, Ilde Taques, confirmou a presença em um churrasco organizado em maio pelo vereador Wanderley Cerqueira, presidente da Mesa Diretora de Várzea Grande. O parlamentar afirmou que foi convidado por um amigo, o vereador Dr. Miguel Júnior, e que participou apenas de um almoço de confraternização, permanecendo no local por menos de duas horas.
Ilde Taques negou ter participado de articulações ou negociações relacionadas à eleição da Mesa da Câmara de Várzea Grande. Ele declarou que não teve envolvimento em conversas de apoio ou processos eleitorais daquela cidade, reforçando que a visita ocorreu de última hora e teve caráter social.
A declaração ocorre após o parlamentar ser alvo de busca e apreensão na terça-feira, 20, durante a Operação Cathedra Venalis. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), apura a suposta compra de apoio para a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande, sessão que foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal.
A investigação do Gaeco foi iniciada após denúncia anônima sobre crimes como corrupção, extorsão, chantagem e cárcere privado. Há suspeitas de que 12 dos 23 parlamentares tenham sido cooptados e mantidos em uma chácara até o dia da eleição, ocorrida em 14 de maio.
Ao contrário das suspeitas, Ilde Taques afirmou que nada de ilícito foi encontrado em sua residência ou durante abordagem policial na saída do evento, na qual estava acompanhado do vereador Alex Rodrigues. A defesa do parlamentar, representada pelo advogado Eduardo Mahon, informou que o vereador colaborou com os agentes e que ainda não houve acesso aos autos do processo.
No total, a Operação Cathedra Venalis cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Os investigados incluem 13 vereadores de Várzea Grande, dois de Cuiabá, a diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo, sob a suspeita de atuação de organização criminosa contra a Administração Pública.
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