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Política

Presidente da Câmara de Várzea Grande ameaça vereador após operação do Gaeco em MT

Wanderley Cerqueira confrontou Bruno Rios durante sessão após deflagração de investigação sobre compra de votos.

Por Redação VORA News
Presidente da Câmara de Várzea Grande ameaça vereador após operação do Gaeco em MT

O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), ameaçou o vereador Bruno Rios (PL) durante a abertura de sessão nesta terça-feira (20). O episódio ocorreu após o início de uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que investiga a suposta compra de votos no Legislativo de Mato Grosso.

Durante a provocação, Cerqueira afirmou que o parlamentar vai pagar. Bruno Rios reagiu declarando que não tem culpa da situação investigada e que responde apenas por seus próprios atos. Na sequência, o vereador Sardinha (MDB) realizou uma oração pedindo o fim de conflitos entre os parlamentares.

A Operação Cathedra Venalis apura corrupção, negociação de vantagens e compra de votos na eleição da Mesa Diretora, ocorrida em maio, na qual Wanderley Cerqueira foi reeleito presidente. A investigação também verifica se houve pagamentos para que parlamentares mantivessem silêncio sobre fatos específicos.

Wanderley Cerqueira, citado como operador do esquema, classificou a ação policial como estranha. O presidente questionou a ausência de investigações sobre a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), mencionando a existência de mais de 30 denúncias feitas à Polícia Civil.

A força-tarefa, composta por Ministério Público de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, cumpre 30 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, atingindo vereadores, servidores e ex-integrantes do Legislativo.

Entre os alvos da operação estão parlamentares como Alessandro Moreira, Braz Jaciro, Gisa Barros e o próprio Wanderley Cerqueira. A eleição da Mesa Diretora já havia sido anulada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido à antecipação irregular do pleito.

Paralelamente, Bruno Rios e a prefeita Flávia Moretti denunciaram à Polícia Civil a instalação de escutas clandestinas em seus gabinetes. Rios relatou ter encontrado um aparelho com microfone envolto em fita isolante acoplado ao ar-condicionado, dispositivo que foi encaminhado para perícia.

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