Justiça de Mato Grosso aceita denúncia contra WT e outros nove por lavagem de dinheiro
Acusados são suspeitos de integrar organização criminosa ligada ao Comando Vermelho no estado.

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia contra dez pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa ligada ao Comando Vermelho em MT. Entre os réus estão Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado como tesoureiro da facção, e sua companheira, Thawany Nunes Silva de Bulhões.
Também respondem ao processo a influenciadora e advogada Dayane Karol Moreira da Silva, Emerson Ferreira Lima, conhecido como Gordão, Katani Adorno Bocardi, Ygor Henrique da Silva Martins, Alex Júnior Santos de Alencar, Brunno Passos da Silva, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva.
A Polícia Civil indica que Thawany administrava parte do patrimônio oculto de WT, incluindo um apartamento de luxo em Itapema e uma mansão em Camboriú, Santa Catarina. O imóvel em Camboriú, avaliado em cerca de R$ 3,8 milhões, estaria em nome de terceiros, mas Thawany possuía uma procuração para administrá-lo.
A defesa de Thawany afirma que os poderes da procuração eram restritos e que o documento não prova a lavagem de dinheiro. A Operação Replay, que investiga o esquema, já resultou na apreensão de imóveis e veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 32 milhões.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra determinou que os dez acusados apresentem resposta à acusação em dez dias. Na mesma decisão, o magistrado revogou a prisão preventiva de Aldemir de Assis Campos e arquivou a investigação sobre outros sete suspeitos.
A autoridade policial deve encaminhar ao juiz, em cinco dias, relatórios e mídias da investigação, com foco nos dados de celulares. O juiz também solicitou prioridade na conclusão de perícias e extrações de dados que tenham relação direta com os réus da ação penal.
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