Família pede pena superior a 40 anos para acusado de feminicídio em Cuiabá
Jackson Pinto da Silva é acusado de matar a companheira e enterrar o corpo no quintal da residência em Mato Grosso.

A família de Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, aguarda a condenação de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, por um crime ocorrido em maio deste ano em Cuiabá, Mato Grosso. A irmã da vítima, Nilcirene Moura de Sousa, afirmou que espera uma pena superior a 40 anos de prisão, considerando as acusações de feminicídio e ocultação de cadáver.
De acordo com Nilcirene, o acusado simulou um sequestro para esconder a morte da companheira. Jackson teria alegado que Nilza desapareceu e participou de uma chamada de vídeo com homens que exigiam dinheiro, mas que se recusaram a mostrar a vítima quando solicitado pela família.
A suspeita aumentou após a família analisar imagens de câmeras de segurança de um vizinho. Embora o acusado tenha dito que a mulher saiu para ir à academia, as gravações não registraram a saída de Nilza da residência. Diante disso, as informações foram levadas à polícia.
Jackson confessou o crime posteriormente e indicou onde o corpo estava enterrado, no quintal da própria casa. A irmã da vítima relatou que o acusado chegou a acompanhar os familiares em buscas por hospitais e unidades de saúde enquanto sustentava a versão do desaparecimento.
Nilcirene descreveu a irmã como uma mulher trabalhadora e guerreira, que mantinha contato diário com os parentes. Ela relatou que a família não aprovava o relacionamento com Jackson, embora nunca tivesse presenciado agressões do companheiro contra a vítima.
A família manifestou apreensão ao comparecer ao Fórum da Capital para o julgamento, relatando a dificuldade emocional de reencontrar o acusado. Nilcirene agradeceu a atuação do Ministério Público, da Delegacia de Estelionato e da assistência de acusação no caso.
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