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Justiça mantém prisão de fazendeiro acusado de mandar matar advogado em Cuiabá

Decisão do juiz André Barbosa Guanaes Simões nega soltura de Aníbal Manoel Laurindo e mantém prisões de outros condenados.

Por Redação VORA News
Justiça mantém prisão de fazendeiro acusado de mandar matar advogado em Cuiabá

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da Justiça de Mato Grosso, manteve a prisão preventiva do empresário Aníbal Manoel Laurindo. Ele é apontado como um dos supostos mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Na decisão publicada nesta terça-feira (13), o magistrado também manteve a prisão preventiva de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que já foram condenados pelo homicídio. Já Gilberto Louzada da Silva segue em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por questões de saúde.

Ao negar a soltura de Aníbal, o juiz destacou que há indícios de que o empresário teria participado da contratação do crime devido a uma disputa judicial por terras em Mato Grosso. Para a Justiça, a articulação do crime justifica a manutenção da prisão e torna insuficientes medidas cautelares, como o uso de tornozeleira.

O magistrado afastou a tese de demora injustificada do Estado ao analisar o tempo de detenção do acusado. Ele argumentou que o volume de provas digitais, a quantidade de réus e a complexidade do processo exigem a realização de novas diligências.

Sobre as provas, o juiz determinou que a Polícia Federal forneça novas cópias de dados em até 15 dias, após falhas técnicas em discos rígidos. A Politec terá mais 15 dias para processar o material, que deverá ser disponibilizado às defesas via sistema eletrônico seguro.

Em relação a Peterson Venites Komel Júnior, a Justiça autorizou a circulação entre Barueri e São Paulo, onde o acusado reside e trabalha. O horário de recolhimento noturno foi alterado para o período das 22h às 6h, mas a tornozeleira eletrônica foi mantida.

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