Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Tecnologia

Assessor jurídico é preso por esquema de R$ 9,9 milhões em Cuiabá

Felipe José Glinke é apontado pelo STJ como operador financeiro de rede criminosa em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Assessor jurídico é preso por esquema de R$ 9,9 milhões em Cuiabá

Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso, foi preso em Cuiabá durante a Operação Tomada de Contas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) indica que ele atuava como um dos principais operadores de um esquema que movimentou R$ 9,93 milhões, sob o comando do então presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo.

A decisão do ministro Og Fernandes detalha que monitoramentos policiais e câmeras de segurança flagraram Glinke manuseando grandes quantias de dinheiro vivo em agências bancárias entre setembro e outubro de 2025. O servidor teria adotado táticas para evitar a atenção de terceiros e abordagens da polícia durante os saques.

Em um dos episódios, ocorrido em 23 de setembro de 2025, o investigado teria sinalizado a um comparsa para adiar a operação ao desconfiar da presença de alguém próximo aos caixas. A retirada do dinheiro só foi realizada após a saída da pessoa do local.

Outra movimentação registrada em 7 de outubro de 2025, em uma agência do Sicoob, envolveu a assinatura de um documento em branco para a retirada de valores. Parte da quantia foi devolvida à atendente e o valor foi anotado manualmente em um caderno guardado na gaveta da funcionária.

Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 29, a prisão do servidor foi mantida. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde segue à disposição da Justiça Federal.

O STJ mantém as investigações sob sigilo para identificar outros participantes da rede de lavagem de capitais e apurar a dimensão total do prejuízo causado aos cofres públicos.

Mais notícias de Mato Grosso