Homem que matou empresária em Cuiabá vai a júri popular em outubro
Jackson Pinto da Silva é acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime em Mato Grosso.

O Tribunal do Júri julgará, no dia 20 de outubro, às 13h30, o caso de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Ele é acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 4 de maio deste ano.
A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso indica que a vítima foi asfixiada com uma braçadeira plástica, conhecida como enforca-gato, enquanto dormia. O corpo foi enterrado no quintal de um imóvel no bairro Parque Cuiabá, onde o réu simulou a construção de uma fossa para realizar a escavação.
As investigações apontam motivação patrimonial para o crime. Logo após o assassinato, o acusado transferiu 18 mil reais do cartão de crédito da vítima para a sua própria conta. Jackson chegou a publicar uma foto com a esposa tomando açaí após a morte dela.
Para tentar enganar as autoridades, o homem registrou um boletim de ocorrência falso sobre o desaparecimento de Nilza, alegando que recebia pedidos de resgate. Ele confessou o crime após apresentar contradições durante os interrogatórios policiais.
Jackson Pinto da Silva está detido na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, desde o dia 6 de maio. Ele responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime, podendo enfrentar uma pena superior a 60 anos de prisão.
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