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Bicudo-do-algodoeiro atinge recorde de pressão em Mato Grosso

Índice de capturas na safra 2025/26 alerta produtores para o manejo da praga no ciclo 2026/27.

Por Redação VORA News
Bicudo-do-algodoeiro atinge recorde de pressão em Mato Grosso

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) registrou o maior nível de pressão do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso desde que a série histórica começou, na safra 2012/13. Na temporada 2025/26, o índice B.A.S. alcançou 10,22 bicudos capturados por armadilha por semana, valor superior aos 4,61 registrados na safra 2024/25.

As informações foram divulgadas por Márcio Souza, coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias do IMAmt, no 15º Congresso Brasileiro do Algodão. O monitoramento da praga no estado é realizado através de 864 armadilhas instaladas em regiões produtoras.

Para mitigar a população da praga antes do plantio da safra 2026/27, o IMAmt recomenda a eliminação do algodão tiguera, o cumprimento do vazio sanitário e o monitoramento durante a entressafra. Plantas voluntárias são apontadas como abrigo e alimento para o inseto entre os ciclos de cultivo.

O instituto ressalta que o transporte de cargas mal acondicionadas pode espalhar caroços de algodão pelas estradas, gerando novas plantas voluntárias. No sistema soja-algodão, a remoção das tigueras durante o ciclo da soja é essencial para evitar as pontes verdes, que dificultam a redução da praga.

Dyogo Fonseca, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para a Agricultura, explica que a quantidade de bicudos na entressafra indica a pressão do ciclo seguinte. Ele avalia que a permanência de hospedeiros e o aumento de áreas irrigadas podem prolongar os cultivos e favorecer as pontes verdes.

A estratégia para evitar que a lavoura 2026/27 inicie com pressão elevada integra a logística do algodão, o uso de armadilhas, o vazio sanitário e o combate a plantas voluntárias desde a entressafra.

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