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UFMT lança centro de pesquisa sobre cannabis medicinal em Cuiabá, MT

Unidade científica pública focará em estudos que abrangem desde o cultivo da planta até a criação de formulações medicinais.

Por Redação VORA News
UFMT lança centro de pesquisa sobre cannabis medicinal em Cuiabá, MT

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, apresentou o Centro de Estudos e Inovação em Farmacognosia de Mato Grosso (CEIFMT). O núcleo, primeiro do tipo na rede pública do estado, visa desenvolver pesquisas científicas que englobam o cultivo da cannabis e a elaboração de formulações para uso medicinal.

O lançamento ocorreu nesta quarta-feira, 28, durante o 1º Simpósio Internacional sobre Cannabis Medicinal, Ciência e Regulação. O projeto é fruto de uma parceria entre a UFMT, a Fundação Uniselva e a empresa Byonge, integrando conhecimentos de agronomia, engenharia e química.

O coordenador do CEIFMT, Leonardo Gomes de Vasconcelos, explicou que a equipe trabalha na montagem da estrutura e na documentação para o licenciamento junto à Anvisa. O objetivo é criar um ambiente padronizado para garantir a confiabilidade das pesquisas, atuando no processamento, extração e desenvolvimento de produtos para a sociedade.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do setor. Dados da consultoria Kaya Mind estimam que o Brasil possua 873 mil pacientes utilizando cannabis medicinal, um aumento de 30% em relação a 2024. O acesso ocorre via importação, farmácias e associações.

Em Mato Grosso, relatos apontam barreiras como o alto custo dos produtos e a necessidade de maior capacitação profissional na saúde. O ortopedista Maurício de Araújo Allet ressaltou a importância da formação dos profissionais, enquanto a jornalista Vanessa Araújo citou o preço como obstáculo à continuidade do tratamento.

O centro também focará na pesquisa agrícola para desenvolver variedades da planta adaptadas às condições de Mato Grosso. O CEO da Byonge-Fitocann, Carlos Eduardo Araújo, afirmou que a empresa contribuirá com recursos privados e transferência de tecnologia baseada em experiências internacionais.

A implantação segue as resoluções 1.012/2026 e 1.013/2026 da Anvisa, que definem o controle sanitário para o cultivo por pessoas jurídicas com fins de pesquisa e farmácia. O projeto prevê ainda a formação de pesquisadores por meio de bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica.

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