Justiça autoriza apreensão de celular de vereador de Várzea Grande em Cuiabá
A medida ocorreu no Hospital Municipal de Cuiabá durante a Operação Cathedra Venalis, que investiga corrupção em Mato Grosso.

O juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 de Cuiabá, autorizou a apreensão do celular do vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB). A ação aconteceu no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde o parlamentar estava internado em Mato Grosso.
A medida faz parte da Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20), para investigar um esquema de corrupção e organização criminosa envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A operação mobilizou mais de 200 policiais para cumprir 30 mandados de busca em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com 13 vereadores de Várzea Grande e dois da capital sob investigação.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) solicitou a busca no hospital após saber da internação de Kleberton, que sofreu queimaduras de terceiro grau em 35% do corpo devido a um acidente doméstico com um disco de arado em Chapada dos Guimarães.
Nas investigações, o vereador é citado por uma testemunha como aliado do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira. O relato indica que Cerqueira possuiria vídeos de parlamentares recebendo dinheiro, os quais seriam utilizados para garantir apoio político.
O relatório do Gaeco também menciona supostas ameaças de Kleberton contra a vereadora Rosi Prado. Existe um boletim de ocorrência no qual ela relata ter sido chantageada com a ameaça de divulgação de informações e vídeos comprometedores.
A decisão judicial permitiu a extração de dados de mídias eletrônicas, incluindo e-mails, fotografias, vídeos e conversas de aplicativos. A defesa de Kleberton confirmou por meio de petição que a ordem foi cumprida no Centro de Tratamento de Queimados do HMC, resultando na apreensão de bens.
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