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PF apreende R$ 4,3 milhões e armas em operação no TCE-MT, em Cuiabá

Ação investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com movimentações suspeitas de R$ 75,8 milhões.

Por Redação VORA News
PF apreende R$ 4,3 milhões e armas em operação no TCE-MT, em Cuiabá

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas em Cuiabá, Mato Grosso, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A ação resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, e o consultor jurídico-geral, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia.

Durante as buscas, os agentes apreenderam R$ 4.360.607,00 em espécie, além de quantias em dólares, euros, libras esterlinas e pesos argentinos. O balanço final da operação também contabiliza a recolha de 167 relógios de luxo, 31 veículos, 16 armas de fogo, 6.512 munições, 27 celulares e 112 garrafas de vinho.

A investigação aponta que o presidente do TCE-MT teria pressionado fornecedores através da suspensão e retomada de contratos administrativos. A suspeita é que empresas fossem obrigadas a devolver parte dos valores recebidos para manter os vínculos com a instituição ou obter vantagens nos pagamentos.

Entre janeiro e outubro de 2025, a Polícia Federal identificou movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 75,8 milhões. Os investigadores encontraram indícios de uma folha de pagamento paralela, com transferências realizadas fora do calendário oficial e por canais usados para pagar fornecedores.

De acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o consultor Grhegory Maia seria o maior beneficiário individual, com R$ 32,3 milhões. Sérgio Ricardo teria recebido cerca de R$ 15,4 milhões em créditos bancários, além de realizar saques milionários.

A operação, autorizada pelo ministro Og Fernandes, mobilizou mais de 180 policiais federais para cumprir mandados de prisão e busca em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além do presidente e do consultor, foram presos a chefe de gabinete Roseli Loss, os servidores Adriangelo Barros Antunes e Gustavo Fernandes da Silva, e o assessor Felipe José Glinke.

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