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Justiça mantém prisão de influenciadora e suspeitos de golpes em Cuiabá e Várzea Grande

Operação Rede Oculta investiga fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro com prejuízo superior a R$ 400 mil em MT e outros estados.

Por Redação VORA News
Justiça mantém prisão de influenciadora e suspeitos de golpes em Cuiabá e Várzea Grande

A juíza Henriqueta Fernanda de Lima, do Núcleo de Justiça 4.0 em Cuiabá, manteve a prisão da influenciadora digital Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva, de 24 anos. A decisão ocorreu após audiência de custódia decorrente da Operação Rede Oculta, conduzida pela Polícia Civil para apurar crimes de lavagem de dinheiro e golpes virtuais em Mato Grosso e demais estados.

A defesa de Aryadna solicitou a liberdade provisória alegando que ela é mãe de filhos menores. No entanto, a magistrada informou que a reavaliação dos motivos da prisão preventiva deve ser feita pelo Gabinete 03 do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, órgão responsável pelo processo. A juíza também validou a regularidade da prisão, afirmando que não houve violência ou maus-tratos.

Além da influenciadora, tiveram a prisão mantida Linconl Ivess Arruda da Silva, de 25 anos, e Williane Kelly de Almeida, de 35 anos. O grupo, que reside no bairro São Benedito, em Várzea Grande, inclui ainda Jonas Vieira da Silva, de 53 anos, cuja audiência de custódia ainda não foi informada.

A Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande investiga a organização criminosa por fraudes eletrônicas. O grupo teria causado um prejuízo de R$ 414.093 a vítimas localizadas no Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso, utilizando anúncios falsos de veículos, além de golpes do falso funcionário de banco e do falso parente.

A Polícia Civil detalhou que os valores recebidos via Pix eram fracionados em contas de terceiros, geralmente em quantias menores que R$ 10 mil, para depois serem redistribuídos. Parte do dinheiro teria sido usada na compra de joias e carros de luxo, refletindo um padrão de vida elevado nas redes sociais dos envolvidos.

Para desarticular o esquema, a operação cumpriu 20 ordens judiciais. As medidas incluíram mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático, sequestro de veículos e prisões.

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