Família Campos encerra ciclo de 54 anos em mandatos eletivos em Mato Grosso
Com a derrota de Júlio Campos e o fim do mandato de Jayme, grupo perde representação direta na política do estado.

A família Campos deixará de ter representantes em mandatos eletivos em Mato Grosso a partir de 2027. O encerramento do ciclo ocorre após pelo menos 54 anos de presença direta na política estadual, período iniciado em 1972, quando Júlio Campos foi eleito prefeito de Várzea Grande aos 26 anos.
Neste domingo, Júlio Campos, do União Brasil, não conseguiu a reeleição para deputado estadual. Ele obteve 18.512 votos, ficando atrás de Dilmar Dal Bosco, com 56.277 votos, e Sebastião Rezende, com 32.095 votos, que conquistaram as cadeiras da Federação União Progressista.
O irmão, Jayme Campos, também do União Brasil, não disputou as eleições deste ano. Ele permanece no Senado Federal até o término de seu mandato, previsto para 2027. As duas vagas para o Senado em Mato Grosso foram preenchidas por Mauro Mendes, com 1.186.981 votos, e Zé Medeiros, com 977.597 votos.
A trajetória da família teve início com o pai dos irmãos, Júlio Domingos de Campos, conhecido como Seo Fiote, que foi prefeito e vereador de Várzea Grande. Ao longo das décadas, Jayme e Júlio ocuparam cargos como governador do estado, senador, deputado federal e prefeito.
O resultado eleitoral acontece após conflitos internos no União Brasil em 2026. Na ocasião, a proposta de lançar Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso foi derrotada na convenção por 30 votos a 19, resultando no apoio do partido à candidatura de Otaviano Pivetta.
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