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Ex-secretário confirma R$ 1,1 bilhão em indenizações em Cuiabá

Gilberto Figueiredo prestou depoimento à CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso sobre pagamentos e contratos.

Por Redação VORA News
Ex-secretário confirma R$ 1,1 bilhão em indenizações em Cuiabá

O ex-secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, confirmou nesta quarta-feira, 14 de outubro, que a pasta realizou cerca de R$ 1,1 bilhão em pagamentos indenizatórios durante sua gestão. A declaração ocorreu durante depoimento à CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá.

Questionado pelo deputado Wilson Santos sobre o aumento de quase 500% nesses pagamentos após a pandemia, Figueiredo afirmou que o valor representa aproximadamente 3% dos mais de R$ 31 bilhões administrados pela Secretaria em quase sete anos. Ele defendeu que a porcentagem não é incomum para a área da saúde.

O ex-secretário admitiu o descumprimento de meta do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público em 2019, que previa a redução de indenizações. Ele justificou que a medida foi necessária para evitar a paralisação de serviços e manter hospitais funcionando, devido a contratações emergenciais herdadas da gestão de Pedro Taques.

Sobre a responsabilidade pelas decisões, Figueiredo explicou que contratações e pagamentos passam por diversos departamentos e pareceres, embora tenha reconhecido que atuou como ordenador de despesas no início e no último ano de gestão. Ele confirmou que empresas receberam indenizações por serviços prestados após o fim de contratos para garantir leitos de UTI.

Durante a oitiva, o ex-secretário criticou parlamentares que questionam sua atuação na pandemia, afirmando que as decisões priorizaram a preservação de vidas diante da falta de estrutura. Ele mencionou que, já na transição de governo em 2019, informou ao Ministério Público sobre o volume de contratações emergenciais em documento assinado com Mauro Mendes.

A CPI também abordou a existência de 417 pareceres que sugeriam a abertura de Processos Administrativos Disciplinares. Figueiredo disse não lembrar a quantidade de procedimentos instaurados, mas afirmou que as solicitações foram providenciadas pelo Governo e pelo gabinete da Saúde.

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