TJ mantém prisão de homem que tentou matar ex-companheira em Rondonópolis, MT
Desembargadores negaram habeas corpus de acusado de feminicídio tentado, resistência e lesão corporal.

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Caubi de Lima em Rondonópolis. O homem é acusado de tentar matar a ex-companheira com golpes de faca. A decisão ocorreu na sessão de terça-feira, dia 6, com a negação do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
O crime aconteceu em 13 de setembro, por volta das 10h40, na residência onde o casal viveu por 12 anos. De acordo com as investigações, o ataque foi motivado por ciúmes do término da relação e de um novo parceiro da vítima. O acusado utilizou uma faca de mesa para atingir o pescoço, costas, braços, ombros e mãos da mulher, sendo contido por familiares.
Durante a abordagem da Polícia Militar, o homem resistiu à prisão, precisando ser algemado, momento em que um policial fraturou a mão direita. Diante dos agentes, ele teria repetido que mataria a vítima. Na delegacia, o preso admitiu os golpes e agora responde por feminicídio tentado, resistência e lesão corporal contra agente de segurança pública.
A vítima relatou em formulário de avaliação de risco que já havia sofrido agressões físicas e ameaças com faca, que se tornaram mais graves no último ano. Ela afirmou que o ex-companheiro já havia dito que, se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém. A prisão foi decretada em audiência de custódia no dia 14 de setembro, enquanto a mulher ainda estava internada.
A defesa alegou que o réu é primário, caminhoneiro, possui residência fixa e problemas cardíacos. No entanto, o relator, desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza, rejeitou os argumentos. O tribunal constatou que não houve comprovação de emprego ou endereço em Rondonópolis, e que os documentos médicos eram antigos, datando de 2021 e 2023.
Os desembargadores Gilberto Giraldelli e Juanita Cruz da Silva Clait Duarte acompanharam o voto do relator, seguindo o parecer do Ministério Público. O tribunal considerou que medidas alternativas, como a tornozeleira eletrônica, seriam insuficientes. O caso segue em inquérito e a necessidade da prisão será reavaliada a cada 90 dias pelo juiz de primeira instância.
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