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Homem é mantido preso por tentativa de feminicídio em Cuiabá

Justiça converteu prisão em preventiva após investigados ameaçar matar a companheira ao deixar a cadeia em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Homem é mantido preso por tentativa de feminicídio em Cuiabá

O juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, plantonista do Núcleo de Custódia da Violência Doméstica, converteu em preventiva a prisão de Wollf Ronny Vieira Dantas em Cuiabá, Mato Grosso. O homem foi preso em flagrante sob a suspeita de tentar matar a companheira e proferir ameaças contra ela.

A decisão judicial baseou-se no histórico de agressões da vítima e na declaração do investigado, que afirmou que a mataria ao sair da prisão. O promotor de Justiça Carlos Eduardo Pacianotto destacou que o homem possui diversas anotações criminais, incluindo casos de violência doméstica, e já cumpria pena em regime semiaberto.

A defesa, representada pela advogada Ingryd Elizabete Serafim Silva, alegou legítima defesa. Segundo a advogada, a mulher atacou o companheiro com uma faca, causando ferimentos no rosto, pescoço e queixo. A defesa solicitou a liberdade com medidas cautelares, citando que o réu possui residência fixa e emprego formal.

O magistrado negou o pedido de liberdade e o relaxamento do flagrante. O juiz argumentou que a natureza e a localização das lesões na mulher não sustentam a tese de legítima defesa neste momento e que o fato de o crime ter ocorrido enquanto o réu estava no regime semiaberto indica que medidas alternativas seriam insuficientes para proteger a vítima.

Durante a audiência na 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a vítima manifestou o desejo de revogar as medidas protetivas. O Ministério Público concordou com o pedido, mas o juiz registrou que a vontade da mulher não obriga a soltura do investigado devido à gravidade dos fatos.

O processo segue para o gabinete que já analisa as medidas protetivas e a Polícia Civil foi solicitada a concluir o inquérito com urgência. O formulário da audiência também registrou um relato de maus-tratos atribuído à Polícia Militar na residência, porém não houve requisição de novo exame de corpo de delito.

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