STJ mantém prisão de suspeita de lavar dinheiro para facção em Lucas do Rio Verde, MT
Investigada movimentou mais de R$ 3,2 milhões em contas vinculadas ao Comando Vermelho.

O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade de Débora Alvarenga Avansi. A investigada é suspeita de fazer parte da estrutura financeira do Comando Vermelho em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.
A decisão do relator confirma o entendimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A prisão preventiva foi decretada em 8 de junho deste ano, após representação da Polícia Civil pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A quebra de sigilo bancário revelou que contas ligadas à suspeita receberam R$ 3.247.410,19 e registraram saídas de R$ 3.211.685,79 entre dezembro de 2021 e janeiro de 2025. A polícia aponta ligações financeiras com quatro pessoas em funções de comando da facção.
A organização criminosa atuava em Lucas do Rio Verde, com ramificações em outras cidades de MT e conexões com Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rondônia. O grupo é descrito como hierarquizado, utilizando empresas de fachada e identidades falsas para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A defesa, representada pelo advogado Douglas Cristiano Alves Lopes, alegou que a cliente é primária, possui residência fixa e ocupação lícita. O advogado solicitou a revogação da prisão ou a substituição por medidas cautelares, como o monitoramento.
O ministro Paciornik rejeitou os argumentos, destacando que a suspeita não foi localizada para citação na ação penal. Para o relator, a necessidade de desarticular a organização criminosa e a garantia da aplicação da lei penal justificam a manutenção da prisão.
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