PF investiga repasse de R$ 112 milhões da Assembleia ao TCE em Cuiabá
Recursos destinados entre 2025 e 2026 são alvo da Operação Tomada de Contas por suspeitas de irregularidades.

A Polícia Federal investiga a destinação de R$ 112,3 milhões em emendas parlamentares da Assembleia Legislativa para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), em Cuiabá, Mato Grosso. Os repasses ocorreram durante os anos de 2025 e 2026, sendo que R$ 72,2 milhões foram usados em despesas de indenizações.
Os valores fazem parte da Operação Tomada de Contas, que apura possíveis irregularidades na gestão de dinheiro público e no pagamento de verbas a membros do Tribunal. A PF destaca que as emendas foram enviadas por lideranças partidárias, sem a identificação individual dos deputados autores.
Em 2025, o TCE recebeu R$ 50.008.540,41, dos quais R$ 39.120.037,09 foram para indenizações, representando cerca de 78% do total. No ano de 2026, o montante subiu para R$ 62.381.178,95, com R$ 33.138.357,28 destinados à mesma finalidade.
A Polícia Federal considera incomum a imprevisibilidade de créditos para verbas salariais e indenizatórias, que deveriam ser estimadas previamente. Para os investigadores, essa dinâmica sugere que rubricas orçamentárias podem ter sido usadas para desviar recursos públicos.
A investigação aponta que os recursos ampliaram o orçamento para pagamentos indenizatórios, mas não demonstra que todas as emendas foram usadas de forma irregular. O objetivo agora é esclarecer a origem, a execução e o destino final dos valores.
No Portal da Transparência do Estado, as verbas aparecem atribuídas genericamente a lideranças partidárias. Até o momento, não há manifestação da Assembleia Legislativa ou do TCE-MT sobre os fatos citados na representação da PF.
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