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Conselheiras tutelares são investigadas em Itanhangá, MT

Sindicância apura omissão de agentes após babá reter criança de dois anos por dívida de serviços.

Por Redação VORA News
Conselheiras tutelares são investigadas em Itanhangá, MT

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Itanhangá, em Mato Grosso, instaurou uma sindicância para investigar a conduta de conselheiras tutelares. A apuração ocorre após o caso de uma criança de cerca de dois anos que teria sido retida por uma babá, que exigia o pagamento de dívidas para devolver a menina à mãe.

A investigação administrativa, oficializada pela Portaria nº 002/2026, busca verificar se houve irregularidades ou omissão no atendimento. O CMDCA quer esclarecer por que a situação não foi comunicada à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Justiça, além de analisar quais medidas de proteção foram adotadas.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe teria deixado a cidade após ameaças de uma organização criminosa, mas foi impedida de levar a filha devido aos valores pendentes. O delegado Franklin Alves afirmou que a conduta da babá pode configurar crimes como sonegação de incapaz, exercício arbitrário das próprias razões, sequestro ou extorsão mediante sequestro.

A Polícia Civil também questiona a matrícula da criança na rede de ensino, já que a babá não era a responsável legal. Há ainda a necessidade de verificar se a cuidadora teria incluído a criança como dependente para receber o benefício Bolsa Família.

Uma comissão composta por Andreia Lopes da Silva, Edilaine Pereira da Cruz e Daiane da Silva Seitensticher conduzirá os trabalhos. O grupo tem 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15, para ouvir testemunhas, analisar documentos e apresentar um relatório final ao CMDCA.

O procedimento será realizado em caráter reservado para proteger a identidade da família e da criança. Caso sejam confirmadas irregularidades cometidas pelas conselheiras, será garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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