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Justiça de Cuiabá mantém ação contra grupo investigado por lavagem de dinheiro

Decisão judicial nega pedido de adiamento de resposta à acusação em processo ligado à Operação Gerente Fantasma em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá mantém ação contra grupo investigado por lavagem de dinheiro

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de Valmir Costa dos Santos para adiar a entrega da resposta à acusação. O caso faz parte da ação penal da Operação Gerente Fantasma, que investiga lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho em Mato Grosso.

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso envolve dez acusados, incluindo Marcelo Augusto Moraes Gaspar, conhecido como Tim Maia, Geovanne Bezerra Bastos, Valmir Costa dos Santos e Flavio Miguel de Souza. O magistrado também determinou que pedidos de revogação de prisão preventiva sejam feitos em autos de medida cautelar para evitar tumulto processual.

A defesa de Valmir argumentou que a resposta à acusação deveria ocorrer apenas após a entrega de todos os laudos periciais de celulares apreendidos. No entanto, o juiz afirmou que a denúncia se baseou em dados de um aparelho recolhido na Penitenciária Central do Estado e atribuído a Marcelo Gaspar, cujos relatórios já constam no processo.

O magistrado destacou que a falta de mídias de perícias posteriores não gera nulidade ou cerceamento de defesa. Além disso, o pedido de novo prazo foi considerado prejudicado, pois a defesa de Valmir já havia protocolado a resposta contestando os elementos do Ministério Público.

A Operação Gerente Fantasma foi realizada em 23 de abril de 2026 pela Denarc, da Polícia Civil de Mato Grosso, com foco em Cuiabá e Várzea Grande. A ação resultou em 27 ordens judiciais, incluindo prisões, buscas e bloqueios financeiros, para desarticular crimes de tráfico, golpes digitais e lavagem de dinheiro.

As investigações apontam Marcelo Augusto Moraes Gaspar como líder e gestor financeiro do grupo. Segundo a Polícia Civil, a organização usava empresas e contas de terceiros para ocultar valores, promovendo eventos esportivos e distribuição de cestas básicas para ganhar influência. Durante a operação, foi apreendida uma mala com aproximadamente R$ 600 mil em espécie.

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