Cuiabá lidera notificações de HIV e aids em Mato Grosso
Estado registrou 2.129 casos de HIV entre 2024 e 2025, com redução de 18,5% nas notificações no segundo ano.

Mato Grosso contabilizou 2.129 casos de HIV entre os anos de 2024 e 2025, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) enviados pela Secretaria de Estado de Saúde. Em 2024, foram 1.173 registros, número que caiu para 956 em 2025, representando uma redução de aproximadamente 18,5%. Para 2026, os dados parciais somam 78 casos.
A capital, Cuiabá, apresenta o maior volume de notificações no estado, com 500 registros de HIV. Na sequência estão Várzea Grande com 246, Sinop com 210, Rondonópolis com 147 e Primavera do Leste com 97. A concentração de casos ocorre nos principais centros urbanos, embora os dados não permitam definir as taxas de infecção por tamanho populacional.
Quanto aos casos de aids em Mato Grosso, houve 525 registros em 2024 e 475 em 2025, queda de cerca de 9,5%. Em 2026, foram contabilizados 24 casos até o momento do levantamento. Cuiabá também lidera as notificações de aids com 290 registros, seguida por Várzea Grande com 166, Rondonópolis com 116, Sinop com 82 e Sorriso com 45.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde informou que o Brasil foi o único país continental a ter a eliminação da transmissão vertical do HIV certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de 2025. A transmissão vertical acontece quando o vírus é passado da mãe para o bebê na gestação, parto ou amamentação.
O Ministério da Saúde atribui o resultado à prevenção e ao acesso gratuito a medicamentos antirretrovirais. O país superou cinco metas da OMS, incluindo a redução da incidência para 0,06 caso por mil nascidos vivos em 2023 e a taxa de transmissão em 1,78%. A testagem de gestantes atingiu 95,21% e o tratamento de gestantes com HIV/aids chegou a 95,69%.
Os dados nacionais mostram ainda a menor mortalidade por HIV/aids em três décadas, com 9,1 mil mortes em 2024, queda de 13%. Os casos de aids no Brasil também recuaram de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil em 2024, redução de 1,5%.
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