Operação investiga compra de votos de vereadores em Várzea Grande, MT
Gaeco apura suspeitas de corrupção e organização criminosa na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, deflagrou a Operação Cathedra Venalis no dia 20 de outubro. A ação investiga suspeitas de corrupção, compra de votos e ameaças ligadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande para o biênio 2027/2028.
Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão nas cidades de Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A lista de alvos inclui 13 vereadores de Várzea Grande e dois parlamentares de Cuiabá.
A investigação foca na eleição de Wanderley Cerqueira (MDB) para a presidência da Câmara, ocorrida em maio, onde o parlamentar venceu por 12 votos a 11. O Gaeco busca apurar se houve oferta de dinheiro ou vantagens para assegurar o apoio político.
Um dos pontos centrais da apuração é uma reunião ocorrida em uma chácara na véspera da votação. Relatos mencionam a distribuição de vantagens e pressões sobre parlamentares, enquanto áudios, documentos e arquivos digitais podem auxiliar nas denúncias.
O caso acontece paralelamente a uma disputa judicial, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a eleição de maio devido à antecipação do pleito. Enquanto isso, o Gaeco segue apurando possíveis crimes nas articulações políticas.
Wanderley Cerqueira afirmou que desconhece os detalhes da investigação e se colocou à disposição das autoridades. Outros parlamentares citados negaram irregularidades ou contestaram as suspeitas.
A apuração continua em andamento. O Ministério Público ressalta que a realização de buscas e a inclusão de pessoas como alvos não representam condenação, sendo a responsabilidade de cada investigado definida pelas provas.
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