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Justiça bloqueia cinco imóveis de investigado em Cuiabá e Várzea Grande

Medida atinge Sebastião da Silva Junior após detecção de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

Por Redação VORA News
Justiça bloqueia cinco imóveis de investigado em Cuiabá e Várzea Grande

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o sequestro de cinco imóveis vinculados a Sebastião da Silva Junior, conhecido como Federal do CV. A decisão ocorreu após a identificação de movimentações financeiras que não condizem com a renda do investigado, que foi preso nesta segunda-feira (19) em Mato Grosso.

Os bens bloqueados incluem propriedades nos bairros Santa Cecília, Canelas, onde opera o Espaço Fest Madame Valente, e Jardim Eldorado, todos localizados em Várzea Grande. Também foram atingidos um imóvel no Jardim Paula I e uma chácara na região do Rio dos Peixes, situada entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado apontou que a chácara foi negociada por R$ 180 mil, mas o contrato estaria em nome de Ana Paula da Conceição Curado. O magistrado destacou que a titulação em nome de terceiros serviria para dissimular a real propriedade do bem.

Sobre a situação financeira, a decisão indica que Sebastião possuía renda cadastrada de R$ 5.222 mensais, porém recebeu créditos de R$ 518,4 mil em pouco mais de seis meses de 2023. Foram identificadas movimentações ligadas à arrecadação do Comando Vermelho em MT, incluindo transferências via Pix de R$ 341,8 mil entre contas de terceiros e chaves em nome de Anayna Laura da Conceição Silva, esposa do investigado.

Dados de celulares apreendidos na Operação Ruptura CPX revelaram que prestações de contas de regiões da facção somaram R$ 475,8 mil em um único mês, além de R$ 185,9 mil associados ao tráfico de drogas, totalizando R$ 661,7 mil. O juiz afirmou que há indícios de que o patrimônio foi adquirido com proventos de atividades ilícitas.

A apuração também encontrou evidências de que o investigado administrava empréstimos com cobrança de juros mensais entre 32% e 35%. Para os investigadores, as planilhas extraídas dos aparelhos sugerem a operação de uma rede de agiotagem com controle de clientes e divisão de tarefas.

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