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Política

Defesa de lobista e advogada de Cuiabá pede suspensão de denúncia no STF

Casal investigado na Operação Sisamnes questiona competência do Supremo e cita inquérito sobre ministro do STJ.

Por Redação VORA News
Defesa de lobista e advogada de Cuiabá pede suspensão de denúncia no STF

A defesa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e de sua esposa, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, solicitou ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão da análise do recebimento da denúncia contra eles. O casal é investigado na Operação Sisamnes, que apura corrupção e negociação de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça.

Os advogados argumentam que o STF não deve avançar no processo antes da conclusão de um inquérito que investiga o possível envolvimento do ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do STJ, no esquema. A defesa questiona a competência do Supremo para julgar o caso e afirma que tenta obter acesso às investigações desde julho, sem sucesso.

Na petição, é citado que a autoridade policial informou anteriormente a inexistência de elementos objetivos que indicassem a participação criminosa do ministro Moura Ribeiro, embora a polícia tenha ressaltado que a possibilidade de envolvimento não estava descartada por ser a investigação inicial.

A defesa sustenta a necessidade de conhecer os resultados das diligências autorizadas por Zanin para verificar se há vínculos de autoridades com foro privilegiado aos fatos. O pedido de suspensão visa garantir o acesso aos documentos produzidos e a oportunidade de nova manifestação.

A Operação Sisamnes foi deflagrada em novembro de 2024, originada de investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em Cuiabá em dezembro de 2023. A Polícia Federal encontrou indícios de um esquema milionário de negociação de decisões judiciais em conversas no celular da vítima.

As investigações apontam que empresas do lobista e de sua esposa teriam movimentado recursos ilícitos. Andreson cumpre prisão domiciliar, enquanto Mirian é acusada de atuar em processos com decisões negociadas.

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