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Influenciadora e mais três pessoas são presas por golpes em Cuiabá e Várzea Grande

Operação da Polícia Civil investiga fraudes eletrônicas que causaram prejuízo de R$ 414 mil em Mato Grosso e outros estados.

Por Redação VORA News
Influenciadora e mais três pessoas são presas por golpes em Cuiabá e Várzea Grande

A Polícia Civil prendeu preventivamente quatro pessoas, incluindo uma influenciadora digital de 24 anos, em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso. A ação faz parte da segunda fase da Operação Rede Oculta e visa desarticular um grupo especializado em golpes via internet, como anúncios falsos de veículos, falso parente e falso funcionário de banco.

O prejuízo estimado das vítimas identificadas, residentes em MT, Rio de Janeiro e Pará, soma R$ 414.093. A Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande cumpriu 20 ordens judiciais, que resultaram em prisões, buscas e no sequestro de um Toyota Corolla Cross híbrido.

A influenciadora foi detida no bairro Tijucal, em Cuiabá, junto ao companheiro de 26 anos. Segundo a polícia, ela ostentava nas redes sociais um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Outra mulher presa é suspeita de coordenar um subnúcleo para recrutar pessoas que cediam contas bancárias para receber o dinheiro dos golpes.

Em Várzea Grande, no bairro São Benedito, foram presos um homem de 41 anos e sua esposa, de 35 anos. O homem, apontado como integrante de facção criminosa e já detido anteriormente por fraudes eletrônicas, teria orientado a movimentação financeira do grupo. Com ele, foi encontrada uma pequena quantidade de droga para consumo próprio.

A investigação aponta que os valores via Pix eram fragmentados em transferências menores que R$ 10 mil para diversas contas de terceiros antes de serem reunidos. Parte desse montante teria sido utilizada para a compra de joias e veículos. Um quinto investigado é considerado foragido.

O delegado Ruy Peral explicou que a etapa atual busca atingir os suspeitos e recuperar o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas. Os celulares apreendidos passarão por análise de dados para rastrear o destino dos valores e a participação de cada envolvido.

Os investigados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. A Polícia Civil orienta que vítimas de golpes semelhantes procurem a delegacia com comprovantes, conversas e anúncios.

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