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CPI da Saúde em Cuiabá pede condução judicial de secretário em Mato Grosso

Deputado Wilson Santos aciona a Justiça após três adiamentos de depoimento de Juliano Silva Melo.

Por Redação VORA News
CPI da Saúde em Cuiabá pede condução judicial de secretário em Mato Grosso

O presidente da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Wilson Santos, informou nesta quarta-feira (14), em Cuiabá, que solicitará ao Tribunal de Justiça a condução forçada do secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo. A medida ocorre após o gestor pedir o adiamento de sua oitiva pela terceira vez.

O parlamentar enviará o documento ao desembargador Marcos Machado para que o secretário seja obrigado a depor, com a expectativa de que a audiência ocorra ainda em outubro. Wilson Santos afirmou que Juliano Melo está procrastinando sua vinda à comissão.

Durante o anúncio, o deputado revelou que a CPI recebeu uma denúncia de favorecimento envolvendo a esposa do atual secretário. Segundo Wilson, a mulher, que seria empresária de serviços hospitalares, receberia tratamento privilegiado desde 2019, época em que o marido assumiu o cargo de secretário adjunto na SES.

A movimentação aconteceu após o depoimento do ex-secretário Gilberto Figueiredo. De acordo com o deputado, Figueiredo admitiu a realização de pagamentos indenizatórios, sem licitação ou contrato, que somam mais de R$ 1,1 bilhão, além de reconhecer que ignorou pareceres da Controladoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado.

Wilson Santos questionou ainda o pagamento de mais de R$ 140 milhões ao grupo Einstein sem a realização de procedimentos, com o hospital fechado. O deputado destacou que as despesas indenizatórias cresceram quase 500% no período pós-pandemia.

No depoimento, Gilberto Figueiredo acusou o parlamentar de misoginia ao ser questionado sobre uma mulher com influência na SES. Wilson negou a acusação e explicou que a denúncia refere-se a alguém com autonomia para definir pagamentos, contratações e reconhecimento de dívidas.

A CPI da Saúde tem prazo até janeiro para finalizar os trabalhos. O presidente da comissão indicou que novos agentes públicos serão convocados, incluindo a secretária Ivone, e que haverá pedidos de indiciamento de diversas pessoas.

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