Júlio Campos critica campanha de Wellington Fagundes em Mato Grosso
Deputado derrotado afirma que falta de mobilização no interior prejudicou a reeleição do grupo.

O deputado estadual Júlio Campos, do União, comentou nesta quarta-feira, dia 7, sua derrota nas urnas em Mato Grosso. Com 18.517 votos, ele não conseguiu a reeleição e ficou na primeira suplência. O parlamentar atribuiu o resultado à campanha fraca de Wellington Fagundes, do PL, candidato ao governo do estado.
Para Júlio Campos, a candidatura de Wellington foi praticamente inexistente, especialmente no interior de MT. Ele afirmou que a aliança gerou isolamento político e falta de estrutura nas bases, deixando os candidatos proporcionais sem um palanque sólido para a disputa.
O deputado também classificou como constrangedora a postura da família Bolsonaro durante o pleito. Júlio citou que Michelle e Flávio Bolsonaro gravaram apoios sem mencionar o nome de Wellington Fagundes, descrevendo a situação como vergonhosa.
Os dados da apuração mostram que o número de abstenções em Mato Grosso, com 585.274 pessoas, foi superior à votação de Wellington Fagundes, que somou 430.442 votos, equivalentes a 23,19%. O líder da corrida, Otaviano Pivetta, obteve 60,77% dos votos, totalizando 1.128.099.
A derrota marca o fim de um ciclo para a família Campos, que atuava no poder em Mato Grosso há mais de 50 anos. Júlio Campos possui trajetória como prefeito de Várzea Grande, governador, deputado federal e senador.
Jayme Campos também teve longa carreira como prefeito de Várzea Grande, governador e senador. Com o encerramento dos mandatos, ambos ficarão fora de cargos eletivos até as eleições municipais de 2028.
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