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Projeto da UFMT avalia acessos venosos em pacientes da UPA de Sinop

Iniciativa coordenada pelo professor Kaio Keomma foca na prevenção e manejo da flebite em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Projeto da UFMT avalia acessos venosos em pacientes da UPA de Sinop

Um projeto da UFMT Campus Sinop, em Mato Grosso, realiza a avaliação de acessos venosos periféricos de pacientes internados na unidade de internação adulta da UPA de Sinop. Coordenada pelo professor Kaio Keomma, do curso de Enfermagem, a iniciativa busca integrar o conhecimento acadêmico às práticas de prevenção e manejo da flebite, que é a inflamação da veia ligada ao uso de cateteres.

A equipe do projeto FlebTrack atua todas as sextas-feiras no período da tarde. O grupo, composto por um docente, uma bolsista e seis voluntários de Enfermagem, avalia a permeabilidade dos dispositivos, as condições de cobertura e conexões, além de observar possíveis sinais de inflamação nos locais de inserção dos cateteres.

Quando problemas são detectados, a equipe realiza intervenções como a desinfecção de conexões, salinização, substituição de componentes ou novas punções venosas. Além do cuidado direto, os profissionais da unidade recebem orientações sobre as melhores práticas no manejo dos acessos vasculares, e os dados são registrados para análise de indicadores.

Em 14 semanas de atividades presenciais, mais de 130 pacientes foram avaliados. Os resultados indicaram que 82% deles precisaram de manutenção no acesso vascular, com problemas concentrados no lúmen, nas coberturas e nas conexões. Cerca de 10% dos pacientes necessitaram de nova punção devido a obstruções, tempo de permanência ou flebite avançada.

Sinais de flebite foram identificados em 21% dos pacientes. O rastreamento sistemático permite que a equipe reconheça os casos precocemente e adote medidas para evitar que a complicação progrida, beneficiando os adultos internados e qualificando a formação dos estudantes no Sistema Único de Saúde (SUS).

O professor Kaio Keomma afirma que o projeto visa fortalecer a integração entre ensino e serviço, focando na segurança do paciente. A flebite é um tema prioritário para órgãos como a Organização Mundial da Saúde, a Anvisa e o Ministério da Saúde, o que fundamenta a linha de investigação do grupo sobre a qualidade do cuidado.

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