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Política

Gaeco investiga decreto falso de R$ 215 mil na Câmara de Várzea Grande, MT

Documento fraudulento simulava crédito suplementar para compra de equipamentos de informática no Legislativo municipal.

Por Redação VORA News
Gaeco investiga decreto falso de R$ 215 mil na Câmara de Várzea Grande, MT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) identificou a inserção de um decreto orçamentário falso no sistema financeiro da Prefeitura de Várzea Grande, em Mato Grosso. O documento, registrado como Decreto nº 0022/2026, simulava a abertura de um crédito de R$ 215 mil para a Câmara Municipal, sem a assinatura ou ciência da prefeita Flávia Moretti.

A fraude permitiu a emissão de uma nota de empenho de R$ 208.871,26 para a aquisição de dois nobreaks, três notebooks e 41 computadores. A transação foi destinada à empresa Studio Comercio Atacadista de Produtos de Informatica Ltda, mas acabou bloqueada e anulada pela gestão municipal.

O caso começou em 16 de abril, quando o presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira, solicitou R$ 285 mil para a informatização do Legislativo. O pedido foi negado em 23 de abril pelo secretário de Governo, Silvio Aparecido Fidelis, que informou a necessidade de um projeto de lei para alterações orçamentárias.

Mesmo com a negativa, o decreto falso foi inserido no Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (SIAFICMT) no dia 7 de maio. A irregularidade foi detectada pela Secretaria Municipal de Planejamento em 12 de maio.

A prefeita Flávia Moretti assinou uma declaração de falsidade e editou o Decreto nº 034/2026 para anular retroativamente o documento fraudulento. A medida determinou o estorno dos lançamentos contábeis e o bloqueio da movimentação financeira.

Um parecer jurídico indicou violação às normas de finanças públicas e usurpação de competência do Executivo. O município abriu sindicância para rastrear os acessos via IP no sistema e identificar os responsáveis.

As informações da auditoria interna foram enviadas ao Gaeco e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O objetivo é a responsabilização administrativa, criminal e cível dos envolvidos no episódio.

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