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Acusação rebate tese de defesa em julgamento de morte de advogado em Cuiabá

Assistente de acusação defendeu a importância da vida da vítima diante de alegações de corrupção durante júri em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Acusação rebate tese de defesa em julgamento de morte de advogado em Cuiabá

O vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, atuando como assistente de acusação, contestou a estratégia da defesa no julgamento de três réus pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá. Santin rebateu a tese de que a vítima merecia a morte devido a supostas práticas ilegais com magistrados, afirmando que a vida de Zampieri importa.

Desde o início do júri, ocorrido em Mato Grosso, as defesas de Antônio Gomes da Silva, apontado como executor, e do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, indicado como financiador, buscaram desqualificar a vítima. A estratégia baseou-se em mensagens do celular de Zampieri que geraram investigações sobre venda de sentenças no TJMT e no STJ, resultando na Operação Sisamines da Polícia Federal.

O advogado Nilton Ribeiro alegou que seu cliente, Antônio, agiu como um justiceiro contra a corrupção. Em depoimento, Antônio chamou a vítima de corrupto e afirmou que a mandou para o inferno. Já a advogada Sarah Quinetti Pironi comparou Zampieri ao banqueiro Daniel Vorcaro, embora a defesa do coronel Caçadini negue a participação do cliente no crime.

Durante os debates, Giovane Santin classificou a desvalorização da vítima como covardia e argumentou que a lei só justifica a morte em casos de legítima defesa. Ele comparou a tentativa de absolver os réus por falhas da vítima à absolvição de um estuprador baseada na roupa da vítima, definindo a postura como inadmissível.

O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2023, quando Zampieri foi atingido por cerca de 10 tiros ao entrar em seu carro. Imagens de segurança mostraram o assassino com o rosto descoberto, utilizando uma caixa para abafar o som dos disparos antes de fugir a pé.

A denúncia do Ministério Público aponta que o coronel Etevaldo teria pago 40 mil reais para que Antônio executasse o crime, com o auxílio de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que teria fornecido a arma. Outras seis pessoas suspeitas de envolvimento aguardam julgamento.

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