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PF identifica saques de R$ 15,6 milhões em contas de presidente do TCE-MT em Cuiabá

Investigação aponta retiradas de dinheiro vivo em agência bancária instalada no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
PF identifica saques de R$ 15,6 milhões em contas de presidente do TCE-MT em Cuiabá

A Polícia Federal identificou 150 saques que somam R$ 15,6 milhões em contas bancárias de Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá. Desse montante, R$ 15,4 milhões teriam sido retirados no caixa de uma agência bancária localizada dentro das dependências do próprio Tribunal.

O levantamento policial detalha 86 retiradas feitas em terminais de autoatendimento e 64 operações realizadas diretamente no caixa. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do ministro Og Fernandes, utilizou o volume e a frequência dessas movimentações para autorizar seis prisões preventivas e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Imagens do circuito interno da agência mostram Roseli Loss, então chefe de gabinete de Sérgio Ricardo, em operações recorrentes de retirada e entrega de valores. A PF atribui a ela saques de aproximadamente R$ 3,5 milhões, sendo que, em seis ocasiões, o dinheiro teria sido entregue a Adriangelo Barros Antunes, ex-cunhado do presidente do TCE-MT.

A investigação apurou que Roseli Loss possuía procuração para movimentar as contas do conselheiro e realizava saques desde o primeiro semestre de 2024. Foram registrados retiradas elevadas, como R$ 200 mil em fevereiro e R$ 340 mil em abril, além de pedidos de provisionamento de valores próximos a R$ 500 mil para datas específicas em setembro e outubro de 2025.

Entre janeiro e outubro de 2025, foram identificados 101 lançamentos destinados a Sérgio Ricardo, totalizando R$ 15,4 milhões com origem em pagamentos do TCE-MT. Os valores incluem R$ 10,7 milhões em ordens bancárias avulsas, R$ 4,3 milhões como pagamentos a fornecedores e R$ 304,9 mil em salários.

A operação também resultou no afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano. A Polícia Federal investiga se houve lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública, analisando se a suspensão de contratos foi usada para pressionar fornecedores.

A PF busca esclarecer a natureza dos pagamentos e o destino do dinheiro vivo. A investigação ressalta que a existência de movimentações financeiras, isoladamente, não comprova desvio de recursos públicos, e os investigados devem ser considerados inocentes até a decisão judicial definitiva.

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