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TJMT mantém prisão de PM acusado de intermediar morte de advogado em Cuiabá

Desembargador negou habeas corpus de Heron Teixeira Pena Vieira, suspeito de arquitetar o crime ocorrido em julho de 2024.

Por Redação VORA News
TJMT mantém prisão de PM acusado de intermediar morte de advogado em Cuiabá

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o pedido de habeas corpus do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira. O acusado, que é suspeito de intermediar e arquitetar o assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá, continuará preso.

O desembargador Gilberto Giraldelli, relator do caso na Terceira Câmara Criminal, decidiu no dia 9 que não existem elementos que comprovem ilegalidade, abuso de poder ou teratologia para justificar a soltura do policial.

A defesa de Heron alegou que a prisão preventiva seria ilegal e sugeriu a substituição por medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica. Os advogados argumentaram que o acusado se apresentou espontaneamente em março de 2025 e colaborou com as investigações, auxiliando no indiciamento de outros envolvidos.

A defesa sustentou ainda que não há risco de fuga, intimidação de testemunhas ou destruição de provas, já que as oitivas ocorreram durante a instrução processual. Heron Teixeira será julgado pelo Tribunal do Júri, conforme decisão de pronúncia de agosto do ano passado.

Renato Nery, de 72 anos, foi morto com sete tiros em 5 de julho de 2024, em frente ao próprio escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A motivação do crime seria uma disputa judicial por uma área de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim.

As investigações apontam que o casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, de Primavera do Leste, seriam os mandantes. O crime teria sido planejado mediante promessa de pagamento de 215 mil reais.

Além de Heron, os policiais militares Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa também são apontados como intermediários. O executor, Alex Roberto de Queiroz Silva, já foi condenado a 36 anos de prisão.

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