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Polícia indicia dois suspeitos de torturar e assaltar vereador em Rondonópolis, MT

Investigação da Polícia Civil aponta participação de homem foragido e mulher presa em flagrante no crime contra a família do parlamentar.

Por Redação VORA News
Polícia indicia dois suspeitos de torturar e assaltar vereador em Rondonópolis, MT

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis, em Mato Grosso, concluiu o inquérito sobre o assalto e a tortura contra o vereador Wesley Cláudio e seus familiares. Bruna Kauanny Cardoso Sales, de 24 anos, e Reginaldo Felipe Moraes Silva, de 20 anos, foram indiciados por sequestro, tortura e roubo majorado.

O crime aconteceu na madrugada de 27 de setembro, quando a residência foi invadida por volta de 1h30. O parlamentar, a esposa e dois filhos adolescentes foram mantidos em cárcere privado por mais de três horas. Sob ameaças armadas, os criminosos exigiram R$ 1 milhão, alegando que monitoravam a vítima há três dias.

Durante a ação, o vereador e a esposa sofreram agressões físicas. O parlamentar teve parte da orelha direita decepada e um dos filhos foi ameaçado de ter a mão cortada. Os assaltantes eram orientados em tempo real via videochamada por comparsas. Foram roubados R$ 42 mil, joias e um veículo Volkswagen Polo branco.

Reginaldo foi reconhecido pelas vítimas como executor das agressões e ameaças, respondendo por quatro crimes de tortura e quatro de roubo majorado. Ele permanece foragido com mandado de prisão preventiva. Bruna foi presa em flagrante no dia 29 de setembro, tendo fornecido a motocicleta e guardado parte dos bens roubados.

Com Bruna, a polícia apreendeu R$ 17 mil, munições, celulares, capacetes e a aliança do vereador. O veículo da família também foi recuperado. Devido às lesões na cabeça e na orelha, Wesley Cláudio precisou de nova hospitalização em Rondonópolis no início de outubro por agravamento das dores.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar os comparsas que orientaram o crime à distância. Os agentes apuram se a motivação foi baseada em informações falsas sobre valores guardados na casa ou se existem outras ramificações criminosas.

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