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Juíza cobra Politec sobre sumiço de munições em processo de tráfico em Rondonópolis

Magistrada determinou que a perícia explique a ausência de 15 cartuchos e a Polícia Civil informe sobre celulares apreendidos.

Por Redação VORA News
Juíza cobra Politec sobre sumiço de munições em processo de tráfico em Rondonópolis

A juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, da 5ª Vara Criminal de Rondonópolis, em Mato Grosso, aceitou a denúncia do Ministério Público contra Odair Ferraz de Oliveira, Pablo Parreira Rezende e Weverthon Junior Gonçalves Silva. O grupo é acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com Pablo respondendo também por posse de munição de uso restrito.

Ao manter a acusação, a magistrada deu um prazo de dez dias para que a Politec informe a localização de 15 cartuchos recolhidos na operação e explique a divergência no lacre do material. No mesmo período, a Polícia Civil deve detalhar quais aparelhos celulares apreendidos foram encaminhados para perícia.

A investigação teve início em 6 de julho de 2026, após denúncias sobre um veículo Uno vermelho utilizado para distribuir entorpecentes. Durante as buscas em um carro, em uma residência e em um comércio, foram apreendidos tabletes e porções de maconha, cocaína, dinheiro e 19 cartuchos calibre 9 milímetros.

A defesa de Pablo solicitou a rejeição da denúncia, alegando que a polícia implantou as drogas e acessou mensagens de celular sem autorização judicial. O réu afirmou ser colecionador, atirador e caçador (CAC), sustentando que as munições foram compradas legalmente, porém a juíza negou o pedido por considerar que o registro de CAC não autoriza a posse irrestrita de cartuchos.

Sobre as alegações de acesso ilegal a dados de celular, a juíza reconheceu a necessidade de esclarecimentos, pois a prova pode ser considerada ilegal se comprovada a falta de ordem judicial. Já as denúncias de violência policial e tentativa de extorsão foram enviadas ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar.

A audiência de instrução do caso está agendada para o dia 1º de março de 2027. A magistrada negou, por enquanto, os pedidos da defesa para acesso a imagens de câmeras corporais de policiais e geolocalização de viaturas.

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