Deputada de Mato Grosso pede CPMI para investigar Lulinha e empresária
Requerimento da Coronel Fernanda busca apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção.

A deputada federal Coronel Fernanda, representante de Mato Grosso, protocolou no sábado, dia 17, um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo é investigar possíveis crimes de corrupção, tráfico de influência, conflito de interesses e favorecimento indevido envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e agentes públicos federais.
A iniciativa, que conta com o apoio da senadora Damares Alves, baseia-se em declarações de Roberta Luchsinger em entrevista televisiva. A empresária afirmou ter visto Lulinha em reuniões com ministros do governo federal e relatou que ele viajou até a residência do exministro da Educação, Camilo Santana, no Ceará. Roberta mencionou ainda a participação de Lulinha em debates sobre políticas públicas de medicamentos à base de canabidiol.
O requerimento sugere a formação de um grupo com 15 deputados e 15 senadores, além de suplentes, com prazo inicial de 90 dias. Para a instalação da comissão, são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. A proposta visa apurar a finalidade dos encontros relatados e se houve tratativas entre particulares e autoridades sobre contratos, normas ou benefícios.
A justificativa do pedido também inclui relatos de Roberta sobre ameaças de morte contra ela e suas filhas. O documento solicita a análise de boletins de ocorrência e mensagens para esclarecer a veracidade e a autoria dessas ameaças. A deputada Coronel Fernanda afirmou que as declarações justificam a ampliação da fiscalização parlamentar sobre as relações entre os envolvidos.
Em nota, o presidente Lula declarou desconhecer os fatos narrados por Roberta Luchsinger. Já a defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que o contato com ministros ocorreu apenas em caráter pessoal.
Roberta Luchsinger é alvo de inquérito da Polícia Federal derivado da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. A PF investiga a relação da empresária com Lulinha e com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Roberta nega ter negócios com o filho do presidente e alega que R$ 1,5 milhão recebidos de Antunes foram pagamentos por serviços de regulação do mercado de canabidiol.
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