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Médicos sem especialização estariam em 90% dos acidentes de lipo em MT

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica alerta para a importância do RQE após morte de paciente em Cuiabá.

Por Redação VORA News
Médicos sem especialização estariam em 90% dos acidentes de lipo em MT

Mais de 90% dos acidentes relacionados à lipoaspiração no Brasil envolveriam profissionais que não possuem especialização em cirurgia plástica. O alerta foi feito por Fábio Massaru Kuroyanagi, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional Mato Grosso.

A manifestação ocorre após a morte de Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha em Cuiabá. A jovem apresentou complicações após passar por lipoescultura e colocação de próteses mamárias. O procedimento foi realizado pelo médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza, que admitiu não ter o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Cirurgia Plástica.

Kuroyanagi destacou que a lipoaspiração figura entre as cirurgias estéticas com maior índice de complicações. Para ele, a segurança do paciente começa na escolha de um profissional devidamente habilitado, ressaltando que a formação completa de um cirurgião plástico leva ao menos 12 anos.

O especialista explicou que, embora a legislação brasileira não impeça um médico de realizar atos em diferentes áreas, anunciar-se como especialista sem possuir a qualificação correspondente fere o Código de Ética Médica.

Sobre o cenário em Mato Grosso, o presidente da SBCP-MT afirmou que a procura por próteses de silicone, lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias faciais segue a tendência nacional. Ele observou que não há diferença significativa de demanda entre a capital e o interior do estado.

Kuroyanagi pontuou que as redes sociais influenciam a busca por procedimentos, mas alertou que nem todas as informações digitais possuem fundamento técnico. Ele recomendou a realização de exames pré-operatórios, consulta pré-anestésica e avaliação cardiológica para minimizar riscos como trombose, infecções e embolia.

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