Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Política

Câmara de Cuiabá aprova moção de repúdio ao Ministério da Justiça

Legislativo de Mato Grosso questionou alteração na classificação indicativa de desenhos bíblicos

Por Redação VORA News
Câmara de Cuiabá aprova moção de repúdio ao Ministério da Justiça

A Câmara Municipal de Cuiabá, em Mato Grosso, aprovou com 22 votos favoráveis uma moção de repúdio ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida ocorreu nesta terça-feira (3) e questiona a mudança na classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos.

A proposta foi apresentada pelo vereador Eduardo Magalhães, do Republicanos, que considerou a decisão do órgão federal preconceituosa e uma restrição à liberdade religiosa. O parlamentar argumentou que a alteração interfere na orientação familiar e citou a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

A controvérsia teve início com a Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, que mudou a classificação da obra de Livre para Não recomendado para menores de 12 anos, sugerindo a exibição após as 20h. O Ministério da Justiça havia justificado a medida por identificar conteúdos de violência, atos criminosos, drogas lícitas e preconceito.

Durante a sessão, Eduardo Magalhães comparou a restrição aos desenhos bíblicos com a classificação do Carnaval, que permite conteúdos para crianças a partir de 10 anos ou classificação livre em qualquer horário. O vereador criticou as prioridades do Governo Federal e defendeu que o foco deveria ser o combate ao feminicídio, tráfico de drogas e facções criminosas.

Entre os votos favoráveis à moção, três foram registrados separadamente pelos vereadores Paula Calil, Wilson Kero Kero e Chico 2000. O documento aprovado pelo Legislativo cuiabano exige a revogação dos efeitos da portaria e reafirma a defesa da diversidade religiosa e dos valores familiares.

Nesta mesma terça-feira (3), o Ministério da Justiça e Segurança Pública reverteu a decisão e restabeleceu a classificação Livre para a produção. A revisão foi realizada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, que admitiu que a análise inicial não considerou a estética infantil, o contexto religioso e o caráter fantasioso das animações.

Mais notícias de Mato Grosso