Sistema monitora transporte de cargas perigosas na BR-163 em Mato Grosso
Etanol e diesel são os produtos mais transportados e frequentes em sinistros na rodovia.

Um sistema de monitoramento instalado em dois pontos da BR-163, em Mato Grosso, mapeia a circulação de cargas perigosas desde junho deste ano. Até o dia 30 de setembro, a tecnologia capturou 40.223 placas válidas, identificando 178 números de ONU, que são os códigos de classificação desses produtos.
O levantamento indica que o etanol lidera o transporte, representando 36% dos veículos identificados, seguido pelo gasóleo e diesel, com 28%. Esses números coincidem com as estatísticas de ocorrências da concessionária Nova Rota do Oeste, onde ambos os produtos ocupam o primeiro e segundo lugar em sinistros.
Entre 2022 e setembro de 2026, foram registradas 410 ocorrências com produtos perigosos na rodovia. Desse total, 135 casos envolveram cargas de etanol e 85 foram relacionados ao diesel.
Wilson Ferreira, diretor de Operações e Tecnologia da Nova Rota do Oeste, relaciona os dados ao aumento da produção de etanol em Mato Grosso. Ele afirma que as informações auxiliam na prevenção de acidentes e na precisão das estratégias de atendimento.
Para lidar com as particularidades desses sinistros, a concessionária mantém um Comitê de Crise e realiza simulados anuais de treinamento. O grupo é acionado sempre que ocorre um acidente com produtos perigosos na BR-163.
O Comitê de Crise conta com a participação da Nova Rota do Oeste, Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), além de transportador e embarcador.