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Exame aponta violência extrema na morte de professor em Várzea Grande

Vítima foi encontrada morta após 12 dias de desaparecimento em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Exame aponta violência extrema na morte de professor em Várzea Grande

O exame médico-legal preliminar no corpo do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, revelou sinais de extrema violência. A vítima, que estava desaparecida há 12 dias, foi localizada em um banhado em área de mata no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, Mato Grosso.

De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foram identificadas três perfurações profundas no tórax e no abdômen. As lesões, possivelmente causadas por uma faca de grande porte, apresentaram trajetórias transfixantes, atravessando estruturas do corpo.

A perícia identificou ainda uma perfuração na bolsa escrotal. Alterações na região anal também foram observadas e estão sob investigação, com a possibilidade de terem sido causadas por animais no local onde o corpo permaneceu. Exames radiológicos descartaram a presença de projéteis de arma de fogo.

A Polícia Civil investiga a hipótese de que Breno tenha sido vítima de uma emboscada organizada por Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode. O serralheiro, que foi preso na região do Manso, indicou às autoridades o local onde o corpo estava escondido.

A motivação do crime seria uma suposta ameaça de que o professor revelasse a proximidade entre os dois à família do suspeito. O delegado ressaltou que a natureza da relação entre eles ainda não foi esclarecida, sem elementos que confirmem um relacionamento afetivo.

Breno desapareceu na noite de 26 de setembro, após sair de casa no bairro Capela do Piçarrão. Imagens de segurança registraram o professor subindo na garupa de uma motocicleta por volta das 20h26. O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição na última quinta-feira (8).

A defesa de Elias Samuel Delgado da Silva, através do advogado Ronaldo Meirelles, afirmou que o cliente nega o crime e colaborou com a polícia ao entregar o celular e a senha do aparelho. O caso segue sob investigação da DHPP, que aguarda a conclusão do laudo necroscópico definitivo.

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