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STJ mantém prisão de missionária suspeita de lavar dinheiro em Cuiabá

Ministro negou liminar para soltar ré acusada de integrar esquema ligado ao Comando Vermelho em Mato Grosso

Por Redação VORA News
STJ mantém prisão de missionária suspeita de lavar dinheiro em Cuiabá

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de liminar para a soltura de Rhavenna Barcelos de Almeida, em Cuiabá. A ré é suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à facção Comando Vermelho em Mato Grosso.

A decisão monocrática do ministro relator Messod Azulay Neto manteve a posição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que já havia negado o habeas corpus e recusado a troca da prisão preventiva por medidas cautelares.

Rhavenna está presa desde 16 de julho, resultado da Operação Fariseus conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A investigação aponta que o projeto religioso Resgatando Vidas era utilizado para beneficiar a facção com favores financeiros, sexuais e espirituais na Penitenciária Central do Estado.

A defesa argumentou a falta de fundamentação no decreto prisional e a ausência de contemporaneidade dos fatos. Os advogados solicitaram a prisão domiciliar ou a extensão de medidas cautelares dadas a outros réus, baseando-se no princípio da isonomia.

O relator afirmou que a liminar em habeas corpus é medida excepcional para casos de ilegalidade imediata. Para o ministro, a complexidade do processo impede a liberdade antecipada e é necessária a análise dos elementos de convicção para verificar as ilegalidades alegadas.

Além de Rhavenna, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou a mãe, duas irmãs, um primo e Renildo Silva Rios, conhecido como Veio. A denúncia indica que o grupo usava a evangelização para acessar presos e realizar transferências via Pix, além de esconder pen drives e entregar objetos.

O ministro Azulay Neto solicitou informações detalhadas ao TJMT e ao juízo de primeira instância de Cuiabá. O processo passará por manifestação da Procuradoria-Geral da República antes do julgamento final pela Quinta Turma do STJ.

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