Chuvas favorecem campo em Mato Grosso, mas El Niño exige atenção
Fenômeno climático deve atingir pico no final de 2026 e impactar a produtividade agrícola no estado.

A segunda-feira inicia com solo úmido em diversas regiões produtoras de Mato Grosso, o que beneficia o trabalho de máquinas no campo. No entanto, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que o fenômeno El Niño deve alcançar intensidade muito forte nos próximos meses, com pico no final de 2026 e reflexos até fevereiro de 2027.
A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas em MT representam desafios para a produtividade. O engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, explica que a combinação de estiagem e calor exige preparação antecipada para que a planta reorganize seus processos fisiológicos e mantenha o sistema radicular funcionando.
Segundo Neves, não há uma receita única para o manejo, sendo necessário que o produtor mato-grossense realize diagnósticos precisos de cada microclima e observe as condições específicas de sua lavoura. O objetivo é fortalecer a planta antes que o estresse climático se instale.
O estresse hídrico acontece quando a planta demanda mais água do que o solo consegue reter, prejudicando a fotossíntese e a absorção de nutrientes. Esse quadro é agravado pelo estresse térmico do Centro-Oeste, que acelera a transpiração vegetal e altera o metabolismo, podendo reduzir os rendimentos por hectare.
Para enfrentar esses cenários, a BRQ Brasilquímica disponibiliza tecnologias de fortalecimento vegetal, como o AminoSpeed 8.0, que auxilia no desenvolvimento radicular, e o Potencer Hydro, insumo biológico para aumentar a tolerância à seca.
Bruno Neves conclui que o manejo deve integrar a gestão da água no solo com a resposta fisiológica da planta ao calor. A inserção precoce dessas ferramentas no planejamento da safra amplia a resiliência da lavoura durante todo o ciclo produtivo.
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