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Projeto de Lei propõe autorização para cabelo maluco em escolas de Mato Grosso

Proposta do deputado Gilberto Cattani quer tornar formal a permissão dos pais para atividades recreativas em instituições públicas e privadas.

Por Redação VORA News
Projeto de Lei propõe autorização para cabelo maluco em escolas de Mato Grosso

O deputado estadual Gilberto Cattani apresentou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso o Projeto de Lei nº 1.164/2026. A proposta estabelece que escolas públicas e privadas em Mato Grosso devem solicitar autorização prévia e expressa dos pais ou responsáveis para a participação de alunos em atividades como a Semana do Cabelo Maluco e o Dia da Mochila Maluca.

De acordo com o projeto, as instituições de ensino precisariam comunicar as famílias com no mínimo cinco dias letivos de antecedência. O aviso deve detalhar a data, a finalidade, as formas de participação e os materiais permitidos, incluindo cosméticos, tintas, maquiagens e adereços. A ausência de resposta dos responsáveis não poderá ser considerada como consentimento.

Uma enquete realizada no Instagram com 212 participantes mostrou que 46% apoiam a exigência de autorização formal. Outros 38% acreditam que as regras atuais são suficientes e 16% defendem que a necessidade de autorização dependa do tipo de atividade. Atualmente, a adesão a essas brincadeiras já é facultativa.

Nas redes sociais, internautas dividiram opiniões. Alguns argumentam que as famílias já possuem liberdade para decidir a participação dos filhos e que as atividades promovem a interação escolar e memórias na infância. Outros destacam a dificuldade de pais que não têm tempo ou recursos financeiros para preparar os temas.

Houve também críticas à prioridade do tema. Participantes da discussão sugeriram que o Legislativo foque em questões urgentes, como saúde, infraestrutura de estradas e a prevenção de crimes contra crianças e adolescentes, citando a importância do cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O projeto de lei, que visa tornar obrigatória a formalização de uma participação que hoje é opcional, aguarda análise e votação na Assembleia Legislativa para seguir a tramitação.

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