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Prefeitura suspende envio de pacientes a hospital em Primavera do Leste, MT

Medida ocorre após fiscalização identificar falta de insumos e estoques críticos de medicamentos na unidade.

Por Redação VORA News
Prefeitura suspende envio de pacientes a hospital em Primavera do Leste, MT

A Prefeitura de Primavera do Leste, em Mato Grosso, decidiu redirecionar temporariamente os encaminhamentos de urgência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para outro hospital credenciado. A decisão foi tomada após uma fiscalização realizada no dia 27 de outubro no Hospital Santa Maria, antigo Hospital São Lucas, que atende casos graves e UTIs infantis.

Durante a vistoria, a administração municipal identificou a falta de determinados insumos e estoques de medicamentos em níveis baixos ou críticos. O hospital foi notificado para prestar esclarecimentos e comprovar a implementação de medidas corretivas.

O prefeito informou que a situação é monitorada desde maio, quando surgiu uma pendência na documentação fiscal da unidade durante o credenciamento de leitos de UTI. Na época, a prefeitura buscou orientações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para manter os atendimentos.

Fiscalizações técnicas ocorridas em setembro e outubro apontaram problemas na disponibilidade de equipamentos, materiais, medicamentos, organização de equipes e serviços de diagnóstico. O gestor municipal negou que as ações tenham motivação política ou pessoal, afirmando que os pagamentos à instituição estão atualizados.

O prefeito ressaltou que as medidas são preventivas e negou que tenha determinado o fechamento do hospital, a suspensão de leitos de UTI ou a interrupção do atendimento aos pacientes já internados. Órgãos estaduais de saúde e regulação de leitos foram comunicados para avaliação técnica.

O Ministério Público acompanha o caso e requisitou informações. Paralelamente, a Câmara Municipal de Primavera do Leste criou uma comissão especial, por requerimento do vereador Eraldo Fortes, para acompanhar a situação da unidade.

A administração municipal afirmou que poderá adotar medidas mais enérgicas caso as falhas não sejam corrigidas. A definição dos próximos passos dependerá dos relatórios técnicos da prefeitura e da comissão de vereadores.

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