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Justiça de Cuiabá nega rescisão de acordo com sargento em caso de grampos

Decisão judicial mantém Acordo de Não Persecução Penal após falha na intimação de militar em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá nega rescisão de acordo com sargento em caso de grampos

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, decidiu não rescindir o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado com o sargento da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior. O militar é investigado no esquema de interceptações clandestinas chamado de Grampolândia Pantaneira, em Mato Grosso.

O acordo, estabelecido em 2024, determinava que o sargento efetuasse o pagamento de R$ 28.240, divididos em 24 parcelas. Além da compensação financeira, a medida previa a prestação de serviço comunitário por um ano, com carga horária de uma hora diária ou seis horas semanais.

Apesar das obrigações previstas, o pagamento do valor não foi realizado. No entanto, o magistrado acolheu os argumentos da defesa do sargento ao analisar o processo.

O juiz identificou que houve uma falha no procedimento de intimação pessoal. O mandado foi devolvido sem cumprimento pelo oficial de Justiça após a realização de apenas uma diligência no endereço do militar.

Por esse motivo, a Justiça negou o pedido de rescisão do ANPP e ordenou a retificação do procedimento. A decisão ressalta que o descumprimento das medidas poderá resultar na rescisão do acordo futuramente.

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