União Brasil planeja reestruturação interna em Mato Grosso
Vice-governadora eleita Gisela Simona afirma que composição do partido será definida após o segundo turno das eleições presidenciais.

O diretório do União Brasil em Mato Grosso deve passar por um processo de reestruturação após o segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro. A vice-governadora eleita, Gisela Simona, afirmou que esse período servirá para definir quais nomes permanecem ou deixam a sigla no estado.
A legenda enfrentou instabilidades internas durante a montagem da chapa para o governo estadual. O senador Jayme Campos e seus aliados defendiam a candidatura própria do senador, enquanto o presidente do partido, Mauro Mendes, e outro grupo interno já haviam garantido apoio a Otaviano Pivetta.
A divergência persistiu até as convenções, momento em que os delegados do União Brasil rejeitaram a candidatura de Jayme Campos. Em consequência, o senador e seu irmão, Julio Campos, migraram para o palanque de Wellington Fagundes, resultando na perda de mandatos para ambos, com a derrota de Julio na disputa para a Assembleia Legislativa.
Apesar do conflito, o partido manteve a influência no poder. Mauro Mendes, que governou Mato Grosso por sete anos e meio ao lado de Otaviano Pivetta, agora assume o Senado, enquanto a vice-governadoria fica com o União Brasil.
Gisela Simona avaliou que a entrega do partido foi positiva, mas admitiu que a organização interna poderia ter sido melhor para ampliar o número de deputados estaduais eleitos.
Para a vice-governadora eleita, o novo momento da sigla exigirá a aproximação com os correligionários e uma reavaliação dos caminhos políticos após o encerramento do pleito presidencial.
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