Pivetta inicia novo mandato em Mato Grosso com foco em indústria e renda
Governador reeleito contará com caixa sólido, mas enfrenta desafios fiscais com a reforma tributária.
O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, assume o novo mandato em janeiro de 2027 com as contas públicas em situação confortável. As prioridades da gestão serão a industrialização, a criação de empregos com melhores salários e investimentos em Habitação e Saúde.
A Secretaria de Estado de Fazenda projeta que o estado encerre 2026 com cerca de R$ 9 bilhões em disponibilidade financeira bruta. Para 2027, a proposta orçamentária prevê R$ 46,1 bilhões, sendo R$ 5,6 bilhões destinados a investimentos. O secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, classificou a situação fiscal como sólida e sustentável.
Apesar do caixa, o governo monitora os gastos obrigatórios. Estão previstos R$ 25,3 bilhões para pessoal e encargos, além de R$ 14 bilhões para despesas correntes em 2027. Para evitar que a máquina pública asfixie a capacidade de obras, Pivetta determinou a revisão de contratos e custos operacionais.
Um dos principais alertas de Fábio Pimenta refere-se à reforma tributária, com transição entre 2029 e 2032. Estudos da Sefaz e do Confaz indicam que Mato Grosso pode perder aproximadamente R$ 10 bilhões anuais ao final do processo, devido à mudança da tributação para o destino do consumo.
Para mitigar perdas e diversificar a economia, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destaca a meta de agregar valor à produção local. O objetivo é transformar grãos e proteínas em produtos industrializados dentro do estado, reduzindo a dependência de exportações de produtos primários.
A estratégia de industrialização inclui o fortalecimento de cadeias de proteínas e biocombustíveis. Pivetta aposta na infraestrutura, com a conclusão da primeira ferrovia estadual do país, duplicação da BR-163 e construção de pontes e estradas para atrair novas empresas.
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