Desmatamento na Amazônia cai 41,8% e Mato Grosso registra 849 km² de perda
Dados do Inpe mostram menor nível de desmatamento na Amazônia em 38 anos e queda no Cerrado.

O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 41,8%, atingindo o menor patamar em 38 anos, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a área devastada foi de 3.335 km², contra 5.731 km² no ciclo anterior, marcando a quinta redução anual seguida.
No Mato Grosso, a perda de vegetação nativa na Amazônia Legal foi de 849 km², ficando atrás apenas do Pará, que teve 1.130 km², e acima do Amazonas, com 525 km². Juntos, esses três estados concentraram cerca de 75% de todo o desmatamento do bioma no período.
O Cerrado também apresentou recuo de 23,8%, o menor índice desde o início da série histórica em 2001. A área desmatada caiu de 7.235,27 km² para 5.516,69 km², com o Maranhão liderando as perdas. A região Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, foi responsável por 74,3% do desmatamento no bioma.
Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou 76.095 ações de fiscalização, resultando em 25.101 autos de infração e multas de R$ 11,8 bilhões. No mesmo intervalo, o ICMBio aplicou R$ 2,4 bilhões em multas em unidades de conservação federais, totalizando 11,9 mil autos de infração.
Para aprimorar o monitoramento, foi aprovado um investimento de R$ 147,6 milhões no sistema SIM-Biomas. A ferramenta utilizará inteligência artificial e imagens de satélite para identificar riscos de degradação e ampliar os alertas para a Caatinga, Mata Atlântica e Pampa.
Medidas preventivas incluem incentivos no Plano Safra 2026/2027, com redução de até 1 ponto percentual nos juros para produtores com regularidade ambiental e práticas sustentáveis. Além disso, o programa Bolsa Verde já transferiu R$ 420 milhões para 86.635 famílias desde 2023.
O Fundo Amazônia soma R$ 7,8 bilhões comprometidos em 160 projetos de conservação e fiscalização até outubro de 2026. O Inpe informou que os dados do Cerrado são definitivos, enquanto a taxa consolidada da Amazônia será divulgada no primeiro semestre de 2027.
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