Ex-secretário defende gastos de R$ 1,1 bilhão em CPI da Saúde em Cuiabá
Gilberto Figueiredo prestou depoimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso sobre pagamentos indenizatórios.

O ex-secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, prestou depoimento nesta quarta-feira, 14, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa, em Cuiabá. A oitiva focou em reconhecimento de dívidas, recomendações de órgãos de controle e pagamentos indenizatórios.
O deputado Wilson Santos informou que os valores pagos nessa modalidade superaram R$ 1,1 bilhão. Durante a sessão, o parlamentar solicitou explicações sobre repasses que ultrapassaram R$ 140 milhões destinados ao Hospital Israelita Albert Einstein.
Os questionamentos da comissão envolveram a manutenção de despesas após o período crítico da pandemia de Covid-19. Também foram discutidos os procedimentos da Secretaria de Estado de Saúde diante de orientações da Controladoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado.
Em declaração, Figueiredo afirmou que a administração estadual já utilizava pagamentos indenizatórios. Ele defendeu que a medida é necessária na saúde para assegurar a assistência aos pacientes, incluindo a compra de serviços e medicamentos, negando a existência de acordos ilícitos com empresas.
A comissão discutiu a ausência do atual secretário de Saúde, Juliano Silva Melo. Wilson Santos afirmou que será enviado um pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar uma decisão judicial que obrigue o comparecimento do secretário, devido a sucessivos adiamentos.
A reunião contou com a presença dos deputados Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um e Chico Guarnieri. Com o prazo de funcionamento prorrogado, a CPI da Saúde tem previsão de concluir as atividades em janeiro de 2027.
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