STJ nega liberdade a empresário acusado de mandar matar amigo em Sorriso
Gabriel Tacca permanece preso preventivamente por homicídio qualificado e fraude processual em Mato Grosso.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou novo pedido de liberdade de Gabriel Júnior Tacca, empresário detido em Sorriso, Mato Grosso. Ele é acusado de encomendar a morte de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, que mantinha um relacionamento com a esposa do empresário, a médica Sabrina Iara de Mello.
O ministro Joel Ilan Paciornik decidiu que o recurso em habeas corpus não poderia ser conhecido por se tratar de reiteração de pedidos já analisados. A defesa de Tacca alegava falta de fundamentação na prisão preventiva e a ausência de fatos novos, sugerindo a substituição da detenção por medidas cautelares.
Na decisão, o magistrado afirmou que a prisão é necessária para a garantia da ordem pública devido à gravidade do crime e ao modo de execução. O ministro citou indícios de premeditação, dissimulação e a suspeita de fraude processual para alterar a cena do crime, tornando insuficientes as medidas alternativas.
O crime ocorreu em março de 2025, em uma distribuidora de Tacca no bairro Village, em Sorriso. A investigação da Polícia Civil aponta que o empresário contratou Danilo Guimarães para simular uma briga de bar, momento em que a vítima foi esfaqueada pelas costas. Ivan morreu em 13 de abril, após internação no Hospital 13 de Maio.
A Polícia Civil descobriu que a vítima, moradora de Tapurah, se hospedava na casa de Tacca quando visitava a cidade e mantinha um vínculo com Sabrina. Câmeras de segurança registraram o beijo entre a médica e Ivan, além de mostrarem que a vítima foi atraída ao local do crime.
Sabrina Iara de Mello também foi alvo da Operação Inimigo Íntimo, sendo acusada de fraude processual. A médica teria utilizado seu acesso ao hospital para subtrair o celular de Ivan e apagar mensagens, fotos e um vídeo para dificultar as investigações.
Gabriel Tacca teve a prisão convertida em preventiva em setembro de 2025 e está custodiado no Centro de Ressocialização de Sorriso. Ele já teve oito tentativas de soltura negadas, sendo três delas no STJ.
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